quarta-feira, 17 de março de 2010



Meninos de Rua




Noite escura

gélida

nua

corpos jogados

sem teto

sem nada

tiros ecoam

destinos mutilados

sem vida

apenas crianças

sem culpa

jogados na lama

solitários

acuados

cheiro de cola

S.O.S criança

engorda os bolsos

tubarões insaciáveis

Igreja!

Fortalezas de pedras

Governos!

Cegos

manchas de sangue no chão

nada feito

quem se importa!?...



Jamaveira®


Imagem: Do Google



Sabiá


Sabiá



Meus pensamentos viajam de volta

Vão pra lá onde a felicidade espera

Pra junto do meu amor

Pra perto dos coqueiros a balançar

Oh! Que lindo o canto do sabiá

Melodia que faz o sol brilhar

As noites de lua embelezar

A natureza encantar

Tempo que guardo na memória

E até hoje faz meu coração se exaltar

Quando me lembro do canto do sabiá

Ah! Quanta saudade mim dá...



Jamaveira®

Imagem: belos-passaros.blogspot. - Google

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Desgraçados



Desgraçados



Na fila dos mortos vivos mais um desgraçado

Aumenta o cordão à fila não anda

Saber ser ali o seu purgatório

Os olhos vendados pra comunhão

Assusta saber chegou o fim

Porém, viver ao relego obrigado amém.

Expressões assustadas filme de terror

No vale da morte soa brisa fria

Os ossos gelados dançam as caveiras

A fila aumenta ecoa os lamentos

Pés no chão, livro na mão gravatas e orações

Triste momento agora sem solução.

Almas penadas vagam entre nós

Vultos sem expressões sem direção

Mortos pra vida distantes da razão.



Jamaveira®

Imagem: Do Google



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Poema Morto


Poema Morto

Maldita embriaguez de versos
Chega a atormentar
Varo as noites com o sono a brigar
E nestas linhas que abrigo
O coração, ah! O coração ferido
A pulsar já enfermo de amor
A dor que cala a indignação da perda
Viver sem ti alimenta fatídica inspiração
Versos caminham na contramão
Ó perversa solidão!
Não abandonas este mísero fardo
Mesmo sabendo não agüentar o peso
Quem dera dormis neste poema
Acordar quando morto o pensamento
Ser meu ser apenas vento
Poeira do tempo...

Jamaveira®

Imagens: Do Google

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Perdão

No vale da morte

Serei eu a tua sorte

De joelhos sem perdão

Olha todos os lados

Os cantos fechados

Só a mim a passagem

Mesmo limpando o cuspe

Escorrido da cara

Na soberba das vontades

Esnobasse o amor

Em braços sem ardor

Entregasse a vida

Agora o frio do deserto

Congela eternamente

A clemência ora tardia

Não dou ouvido

Seguro a mão súplica

Beijo a boca que escarra

Das trevas amor lampião

Paixão que não se apaga.



Jamaveira®